O que rolou nos desfiles do São Paulo Fashion Week - parte I

Achou que só porque é feriado, eu não daria as caras por aqui? =) 

Semana passada eu contei um pouco sobre o que é o SPFW, o tamanho desse mega evento, que está entre os cinco mais importantes do mundo, e prometi que essa semana contaria detalhes de cada desfile. Mas aqui dou uma pausa e uma desculpa pra vocês: foram 35 desfiles em seis dias… então eu dividi em duas partes esse post, pra não ficar cansativo demais. Certo?

Quem abriu a temporada de desfiles foi a ANIMALE, que explorou o tema “Sul da França” (lugar lindíssimo por sinal, que um dia conhecerei ;) )

Sempre elegante, a Animale apresentou uma coleção em tons de azul e branco, de formas amplas e tecidos fluidos e transparências, com muito romantismo. Sem dúvida foi um começo incrível.

O segundo desfile foi da TUFI DUEK, inspirado pelo tema “A arte tribal indígena”.

O estilista Eduardo Pombal, sempre minimalista, acertou ao se inspirar em um tema tão brasileiro (já que o nosso país está super em alta lá fora) com muitas  referências indígenas e ao mesmo tempo apresentar uma coleção global, fugindo de qualquer estereótipo.

SAMUEL CIRNANSCK foi o terceiro a mostrar sua coleção, com o tema “O universo do fetiche”.

Foi um desfile lindíssimo, sem dúvidas, um dos meus favoritos! Explorando o universo do fetiche, o estilista fez uma apresentação cheia de referências sexuais e sadomasoquistas, com muito látex e couro e em contrapartida, modelagens muito femininas, cores neutras e detalhes maravilhosos de rendas e transparências. Tudo muito bem equilibrado.

Quem fechou o primeiro dia de desfiles foi a RESERVA, com o tema “Cuba libre?”

A Reserva faz uma sátira ao regime ditatorial de Cuba e apresenta uma coleção masculina atemporal e perfeita para o verão.

REINALDO LOURENÇO abre o segundo dia de desfiles com o tema “Diamond and dogs”.

O resultado de sua coleção é uma versão sensual da década de 50. São vestidos para a noite com recortes, fendas e transparências, com foco nos ombros, seios e costas.

A marca de beachwear MOVIMENTO foi a segunda a desfilar, e tinha como tema “O movimento da cor”.

O destaque ficou com os maiôs com recortes, uma coleção leve e fresca, com estampas e cores alegres e delicadas, feitas pelo artista plástico George Barbosa.

ALEXANDRE HERCHCOVITCH que desfila duas vezes, apresentou na terça feira sua linha feminina.

Uma coleção fina, rica e muito feminina, com destaque para a cintura marcada. Em tons claros e delicados.

A CORI se inspirou no “Universo do tenis”.

Usando elementos característicos do esporte, como plissados e midi comprimentos, mesclados a uma cartela de cores vibrantes, a Cori apresentou uma coleção madura e clean, mantendo-se fiel às suas características.

O tema “Primavera: um eterno renascer”, foi a inspiração da Iódice.

Com o branco como elemento principal, com toques de azul e lima e algumas estampas florais, a marca desfilou peças amplas, fluidas e femininas. (cobicei muito os vestidos maravilhosos, tanto os longos quanto os curtos!)


JEFFERSON KULIG batizou sua coleção com o nome de “Atramadaforma”.

Em tons de branco, preto, prata e lima, em formas predominantemente amplas, o estilista deu continuidade à sua experimentação de texturas. Também vimos algumas estampas de cavalo durante o desfile. (acreditem, minha cara de dúvida é exatamente igual a de vocês… eu acho que ele viajou, mas as peças que vão para as lojas deverão ser bem usáveis)

Para a CAVALERA, a passarela nunca é o sufuciente, e com o tema “Frida Kahlo ouvindo Janis Joplin na festa do dia dos mortos” (festa tradicional mexicana, super colorida), a marca abriu o terceiro dia com um desfile performático do lado de fora do pavilhão da Bienal.

A atitude e a sua ligação com os consumidores são valores muito importantes para a marca, que levou seus convidados ao lago do Parque do Ibirapuera, tudo num clima setentinha e street, com direito a mascarados ao melhor estilo “mucha lucha” desfilando ao lado dos modelos.

GLÓRIA COELHO foi a segunda a desfilar, sua coleção teve como tema “roupas com energia de amor e intenção de cura, X-men, 1967, 1968, 1969, 1979 e 2011”. (puxa, que tema específico Glória, excelente!)

O destaque da coleção é o couro, que tem se mostrado super versátil e usável até mesmo durante o verão, misturado ao cetim, tafetá e sarja. O resultado final é um jogo de esconde-esconde colorido e futurista.

MARIO QUEIROZ desfilou sob o tema “Modernismo e a liberdade arquitetônica dos anos 30”.

O estilista apresentou uma coleção sóbria e fria, inspirada no mundo das máquinas e no início do cinema, em tons de cinza, preto e branco, fugindo do que é sempre esperado para o verão. Uma coleção sem dúvida clássica e atemporal.

A HUIS CLOS apresentou uma proposta de verão comportado, sóbrio e minimalista, com pequenos toques de ousadia, como fendas e recortes. Para enfrentar os dias de calor com muita elegância.

A OSKLEN nomeou seu tema “Royal Black”.

Inspirada na cultura negra, apresentou uma coleção sem exageros ou escorregões, sem cair naquilo que já esperamos quando pensamos nesse tema. São peças confortáveis, simples, de tecidos rústicos e naturais, dá vontade de usar tudo!

A COLCCI fechou o terceiro dia de desfile (e encerra o post de hoje), com a presença do ator Ashton Kutcher e da linda Alessandra Ambrósio, garotos-propaganda da marca.

A coleção é toda muito fresca e cool, com fortes referências aos anos 70, com peças desejáveis e jovens, de acordo com toda a proposta da marca.

Semana que vem, a outra metade, encerrando com o desfile lindo do estilista mineiro Ronaldo Fraga, que eu não me aguento e conto pra vocês: eu fui lá na Bienal ver =D e foi demais! 

E aí, qual o preferido de vocês até agora? O que vocês já estão desejando para o verão?

Beijos!

Carol =)


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