HPV: ginecologista tira dúvidas sobre a doença transmitida pelo sexo

Tire dúvidas sobre o HPV com Glauco Baiocchi, diretor de ginecologia do Hospital A.C. Camargo

É fácil pegar HPV?
Sim, o vírus é fácil de ser transmitido pelo sexo. Por isso, use camisinha em toda relação e faça todo ano os exames preventivos (como o papanicolau, que é gratuito pelo SUS).

Ter HPV significa que a pessoa seja promíscua?
De jeito nenhum. A mulher pode entrar em contato com um dos vírus do HPV logo na primeira relação sexual. Claro que as chances de contágio dessa (e de outras doenças sexualmente transmissíveis) aumentam se houver maior número de parceiros. “Quem é sexualmente ativa precisa se preocupar mais”, diz Baiocchi. Até porque o câncer de colo de útero é o segundo tipo de câncer mais comum entre as brasileiras.

É possível pegar HPV em banheira de motel, vaso sanitário ou fazendo depilação?
Teoricamente você pode pegar em banheira de motel e vaso sanitário, sim. Mas isso é raro. Em relação à depilação, confira se a cera é reaproveitada, se o palito usado é descartável e se a limpeza do local é adequada para não correr riscos.

Existe prevenção?
Além da camisinha, que é importantíssima, existe a prevenção por meio de vacinas, só que elas podem custar até R$ 500. As pessoas indicadas para tomar são de ambos os sexos, de 9 a 26 anos, que ainda não iniciaram a vida sexual.

Se for detectado o HPV uma vez, terei problemas para o resto da minha vida?
Não. A lesão pode ser eliminada pelo seu corpo. Quem é diagnosticado com a doença precisa ficar com a saúde estável e não deixar a imunidade cair. O HPV pode regredir sozinho. Se isso não acontecer, é necessário fazer um tratamento e tomar remédios. Se, mesmo assim, a doença não for curada, talvez seja preciso um tratamento com laser no consultório. É o médico quem vai dizer qual é o tratamento mais adequado.

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#sexo 
A busca pelo prazer: o orgasmo feminino

O orgasmo é o clímax do ato sexual, não pode ser exigido nem forçado. A experiência orgásmica é o resultado de estímulos eróticos valorizados individualmente num nível necessário que desencadeie um orgasmo.

A anorgasmia é a dificuldade feminina de atingir o orgasmo. Pode ser primária (quando a mulher nunca teve orgasmo) ou secundária (se já teve orgasmo e não está conseguindo ter mais).

É muito difícil afirmar com precisão por que muitas mulheres não conseguem chegar ao orgasmo. Aspectos culturais, sociais e psicológicos são variáveis importantes que podem estar ligados a esse problema.

Uma pesquisa brasileira coordenada pela médica psiquiatra Carmita Abdo aponta que cerca de 30% das mulheres não conseguem chegar ao clímax do prazer sexual. Na maioria dos casos as causas são problemas psicológicos (em torno de 70%) decorrentes de dificuldades de se relacionar com o próprio corpo, violências sexuais vividas ou fatores culturais e religiosos (como pecado e culpa, por exemplo).

O tratamento indicado é através de terapia sexual, com sucesso em até 70% dos casos. Com duração específica para cada caso, a terapia foca exclusivamente na disfunção sexual. Pode ser individual, de casal ou de grupo. Associado com exercícios e fisioterapia (eletroestimulação vaginal), a terapia possibilita perceber como é indispensável se conhecer e ter prazer consigo mesma pela masturbação.
O acompanhamento psicológico acentua sentimentos de confiança e segurança do paciente e é fundamental para trabalhar os aspectos psicológicos. Funciona como apoio, auxiliando e permitindo que a paciente libere seus impulsos sexuais.

A descoberta do orgasmo é individual e cada mulher tem suas preferências. É necessário descobrir o melhor jeito para conseguir “chegar lá”, seja por estimulação direta do clitóris (o parceiro pode penetrar e, ao mesmo tempo, estimular o clitóris, ou apenas fazer a estimulação do clitóris com as mãos ou através do sexo oral), água do chuveirinho ou uso de objetos eróticos (vibrador, por exemplo). Podem ser usados os vibradores clitorianos, vibradores de massagens corporais ou até os vibradores vaginais. A função dos vibradores é aumentar a excitação e estimular as fantasias. O uso está condicionando ao fato da aceitação individual ou do casal se sentir bem ao usá-lo.

Homens e mulheres se excitam por situações diferentes. Enquanto homens possuem desejo visual, as mulheres se estimulam mais facilmente através do tato e da audição. Mulheres também precisam de carinho e atenção para ter estímulo sexual. O homem geralmente se excita primeiro, pois a mulher necessita de preliminares para que ocorra a excitação.

A duração do orgasmo é variável (dura alguns segundos), o da mulher é pouco mais prolongado que o do homem, além disso, ela pode ter multiorgasmos e o homem não. É muito difícil o casal chegar ao orgasmo junto, portanto isso não deve fazer parte da meta do casal e sim que aprendam a se dar prazer mutuamente.

É importante que a mulher saiba se dar prazer e ensine seu parceiro como a tocar e o que fazer, explicando os movimentos e a pressão necessária. Tentar várias posições sexuais também ajuda.

A lubrificação vaginal pode ocorrer no início ou no meio da relação, algumas mulheres ficam mais lubrificadas que as outras. Caso a mulher não tenha a lubrificação necessária, o uso do gel lubrificante pode auxiliar na hora da penetração. Algumas mulheres tendem a ter lubrificação em excesso, o que pode diminuir o prazer e fazer com que o pênis deslize para fora da vagina. Nesse caso, uma camisinha sem lubrificante pode ser uma boa opção.

Não se preocupar com pensamentos “será que estou gorda?”, “acho que estou demorando muito…” ou “será que ele está gostando?” é essencial para a mulher se concentrar no seu prazer e poder chegar ao clímax. Por isso, relaxar e deixar que as coisas aconteçam naturalmente é a melhor dica.

A saúde sexual da mulher faz parte da sua vivência, de suas experiências passadas, do seu aprendizado presente e do que deseja para o seu futuro, mas o importante é o quanto ela quer investir em si mesma e no conhecimento do próprio corpo.


Como incluir brinquedos eróticos na relação

Incluir um brinquedo erótico na sua vida a dois pode ser divertido e excitante. O único cuidado que você deve tomar antes de chegar com um novo acessório é conversar com o seu parceiro para não pegá-lo desprevenido.

Segundo a médica ginecologista e terapeuta sexual Glene Rodrigues, saber se o companheiro se sente à vontade e respeitar a parceria é essencial para que a brincadeira seja proveitosa para ambos.

Para incluir os brinquedos, o casal precisa dialogar. A médica dá dicas de como essa conversa pode acontecer: “a mulher pode falar que viu em uma revista o brinquedo ou que uma amiga comprou e ela sentiu vontade de experimentar, e ver qual a reação do companheiro, se é de estranhamento ou se ele demonstra interesse”.

Para a psicóloga e terapeuta sexual Imacolada Marino Tozo, a introdução de brinquedos eróticos na relação depende do vínculo que se estabelece entre o casal. “É preciso ter intimidade para conversar sobre o assunto e os dois precisam estar à vontade”, recomenda.

Depois da primeira conversa, o ideal é que o casal vá junto ao sex shop para que os dois escolham o que mais interessa ao casal. “Não deve existir vergonha na hora de perguntar para a atendente como os brinquedos funcionam, é a melhor saída para que ambos se sintam realizados nas suas fantasias”, comenta Glene.

A médica lembra que o objeto não pode substituir a relação a dois, e sim estimular as fantasias e aumentar a excitação sexual. “A ideia do brinquedo é aumentar o prazer e acrescentar uma pitada de imaginação à relação, mas ele não pode ter um papel essencial”, lembra.

Se existir a necessidade de um brinquedo sexual na maioria das relações ou em todas, Glene alerta para que o casal procure um especialista. “strong>O objeto não pode ser o personagem principal da relação e sim uma possibilidade a mais. Caso exista um problema nesse sentido, o casal deve procurar um terapeuta sexual para reavaliar a situação”, comenta a médica.

A psicóloga Imacolada lembra que alguns homens sentem medo da introdução de objetos na vida sexual, por isso convidá-lo a participar da escolha do brinquedo é importante para que ele entre na brincadeira também. “A mulher deve lembrá-lo que o objeto pode esquentar ainda mais o sexo, que vai complementar e não substituí-lo”, ressalta a terapeuta.

Limitações de ordem emocional ou cultural também podem surgir como um problema na hora de tentar esquentar o sexo. “Quando isso acontece, o casal também deve procurar um terapeuta sexual, para que possa existir uma orientação que esclareça que não existe problema em usar objetos eróticos”, afirma.

Para quem ainda não tem intimidade com os objetos, mas quer começar a brincadeira, Glene dá algumas dicas. “Uma boa ideia para quem ainda não conhece muita coisa e tem medo de levar os brinquedos para a relação são os lubrificantes íntimos, que podem ser encontrados com vários aromas e para todas as finalidades: para retardar a ejaculação, para esquentar, esfriar, e pode ser usado também para massagear o corpo”, afirma.

Segundo a médica, depois do lubrificante íntimo o casal se sentirá mais à vontade para introduzir outros brinquedos, como um vibrador clitoriano ou vaginal. “Muitos homens têm a fantasia com vibrador vaginal, mas a maioria das mulheres sente mais prazer com o clitoriano”, afirma Glene.

Para Imacolada, a escolha do brinquedo depende da preferência e da fantasia do casal. “É preciso também um pouco de bom senso por parte da mulher. Por exemplo, se o companheiro possui um complexo com o tamanho do pênis, ela não deve comprar um vibrador enorme, por isso a importância dos dois irem juntos ao sex shop”, recomenda.


6 situações que deixam o sexo ruim - e como resolvê-las

“Sexo, mesmo quando é ruim, ainda é muito bom.” A famosa frase do cineasta Woody Allen (que adora falar desse assunto) pode até fazer sentido para grande parte dos homens. Já para nós, mulheres, sexo ruim é simplesmente ruim. Eles conseguem atingir o orgasmo até mesmo em uma relação sexual mecânica, sem clima e roteirizada - que repete a exata sequência de etapas das transas anteriores. São capazes de gozar indo direto ao ponto, descartando as preliminares, e (que deselegantes!) sem se preocupar se sua performance está agradando ou não.

Não tem jeito: para o sexo ficar bom, nesses casos, é preciso mostrar a eles outros caminhos. Pensamos em seis situações frequentes e reunimos dicas para contorná-las e trazer o clima de volta - quando o esforço for válido, é claro!

1. Ele não tem ritmo

O fenômeno britadeira (aqueles movimentos sequenciais, firmes e rápidos) não costuma ter relação com falta de interesse do cara em você. Na maioria das vezes, ele simplesmente não sabe como agradar a mulher. Para acalmar um homem-britadeira, você pode conduzir a mão dele ou ficar por cima durante a penetração e comandar os movimentos.”

2. Ele é performático

“O homem que age assim deixa nítida a falta de envolvimento com a parceira e com a situação.” Nessas horas, ela diz que o melhor é cair fora antes de você entrar (sozinha!) em uma relação.

3. Ele vai direto ao ponto

O homem se excita muito mais rápido do que a mulher (culpa de uma concentração de testosterona 90% maior). Para eles, as preliminares são mesmo uma etapa opcional. Ir direto ao ponto pode ser sinal de ansiedade, pouca experiência ou simplesmente de falta de consideração! “Em casos assim, nada impede que a mulher tome as rédeas e comece por conta própria os agrados no moço”, diz a psicóloga Maria Claudia.

4. Ele fica meloso

Esse comportamento não é incomum em homens apaixonados. Se a atitude incomoda, demonstre que não é a fofurice no jeito de falar que faz você sentir segurança na relação. Como? Dando beijos efusivos quando ele se comporta do jeito que lhe agrada - e fazendo cara de paisagem quando ele faz voz de bebezinho.

5. Ele não sabe pedir

Ansiedade e inexperiência estão por trás dessa atitude. “Misturado também com um certo egoísmo por parte do homem”, comenta Maria Claudia Lordello. “Assim ele acaba arruinando uma transa que poderia ser legal se tivesse mais carinho e paciência. “Se você acha que a relação vale a pena e não quiser simplesmente dizer tchau, vai ter de tocar no assunto.

6. Ele repete o roteiro

O cara pode estar com a cabeça ocupada com outros problemas e não ter energia para ser criativo na cama, por exemplo. E isso só será resolvido se você tomar a iniciativa de mudar a rotina. Interrompa-o quando ele for passar para o segundo “passo” do roteiro e proponha uma nova sequência. Se ele entrar na brincadeira, a questão está solucionada. Se não, é hora de conversar sobre a relação.

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#sexo 
Opinião: Brincar de boneca não influência sexualidade de meninos


Artigo de Judith Brito - Executiva do UOL desde a sua fundação

Recentemente enviei por e-mail ao meu filho João, hoje com 30 anos, o link que leva a um vídeo na Internet – um anúncio de camisinha – bem engraçado: a primeira cena é de um menino brincando com duas bonecas loiras, tipo Barbie. O pai observa, com ar de preocupação, e em seguida oferece enfaticamente ao garoto dois bonecos, tipo Falcon. O filho brinca um pouco com os novos brinquedos, mas em seguida aparece dormindo com as bonecas. O filme avança abruptamente para o futuro, e a última cena é de um belo rapaz – o antigo garoto – deitado e abraçado a duas loiraças de fechar o comércio.
 
Comentei com meu filho que aquele vídeo me fez lembrar de um episódio da infância dele: quando tinha uns 4 ou 5 anos, pediu-me uma boneca Barbie. Achei aquilo normal, como acharia se uma filha me pedisse uma bola ou um carrinho. O pai do João, no entanto, não concordou comigo, e para não polemizar, engambelei meu filho, que esqueceu o assunto. Eu sabia que o interesse dele era motivado pela enorme curiosidade sobre o corpo feminino, comum entre garotos. A Barbie chama a atenção por não representar um bebê, mas uma mulher que os homens classificariam como gostosa, com seios e quadris, embora um pouco magra para os padrões brasileiros. Já o tinha visto manusear essa boneca de uma amiguinha, com muito interesse.

Meu filho e eu rimos da história, da qual ele nem se lembrava mais. Para completar, disse que estava muito feliz por ele, agora adulto, ter encontrado “sua Barbie de verdade”, a minha linda e querida nora. Acrescentei que, se no passado ele tivesse mostrado outro tipo de interesse sexual, eu o teria apoiado da mesma forma.  Para não perder a piada, ele protestou: “e só agora você me fala isso”?

Interessante que o episódio se repetiu com o Mateus, meu filho menor, 20 anos mais novo. Lá pelos 4 anos, ele também mostrou interesse pela Barbie. Ser mãe mais velha e experiente tem suas vantagens, e desta vez a solução foi fácil: não precisei partilhar o assunto com o pai do Mateus, já que foi a babá quem “comprou” a Barbie para si própria. O Mateus pegou a boneca, despiu-a, apalpou-a à vontade, e a seguir deixou-a de lado, para sempre. Nunca mais deu a menor pelota para a pobre Barbie (homens, homens…). Claro, a curiosidade foi saciada, e pronto. Sem medo de ser feliz.

Como diz o Mateus, hoje com 10 anos, a vida não é fácil. Mas – acrescento eu – às vezes a gente a complica ainda mais. Importante é criar meninos e meninas que saibam usufruir, com muito respeito ao próximo, da afetividade que faz a vida valer a pena. O resto, bem, o resto é detalhe.



Cuidado com as “doenças do beijo” nos dias de folia

Os primeiros sintomas são febre alta e dor de garganta. Três ou quatro dias depois começam os enjôos e as dores no corpo. Ao mesmo tempo, o baço, o fígado e os gânglios ficam inchados, principalmente os localizados na região do pescoço, axilas e virilha. São esses os sintomas do vírus Epstein barr, da mesma família do herpes comum e causador da mononucleose infecciosa - também conhecida como “doença do beijo”.

Prevenção
Transmitida exclusivamente pela saliva, a mononucleose ataca homens e mulheres, a maioria entre 15 e 25 anos, faixa etária que adora “ficar” - por isso acabou conhecida como “doença do beijo”. Mas atenção: esse não é o único modo de contrair a doença. “Gotículas de saliva soltas em conversas a uma distância menor que 1,5 metro, tosses, espirros e até selinhos são suficientes para espalhar o vírus”, diz o infectologista Paulo Olzon, da Universidade Federal de São Paulo.

Outro fator que dificulta a prevenção é o comportamento, às vezes misterioso, da doença. “Apesar de ela ser bastante comum, pouca gente sabe que contraiu o vírus”, esclarece o infectologista David Salomão Lewi, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo. “Estima-se que, entre a população adulta (acima de 25 anos), 80% já entraram em contato com ele. Desse total, nem 10% chegaram a apresentar os sintomas. Assim como o herpes, ainda não se sabe por que o problema se manifesta em certas pessoas e em outras não.”

Para se proteger, esqueça os sprays antissépticos e toda sorte de produtos que prometem higienizar a boca - pelo menos se a intenção for evitar o vírus -, pois eles não funcionam para esse fim. Depois, evite beijar e ficar muito perto de pessoas contaminadas.

Diagnóstico
Como muitos sintomas são os mesmos de outras doenças, não é raro a pessoa receber o diagnóstico de complicações na garganta ou de uma virose qualquer. “Como a principal característica da doença são gânglios, fígado e baço aumentados, um exame de toque nessas regiões indica facilmente se é mononucleose. Ao pularem essa etapa, muitos médicos comprometem a avaliação”, explica Olzon.

Uma vez detectada a doença, tratá-la não tem segredo. “Assim como a gripe, a mononucleose vem e vai embora sozinha, sem deixar marcas ou sequelas”, avisa Olzon. “E você só pega uma vez na vida.” Para aliviar os sintomas, os especialistas receitam anti-inflamatórios e antitérmicos. Fora isso, é preciso ter paciência. “O ciclo de vida do vírus dura de dez a 15 dias. A partir daí, há uma boa melhora”, diz o médico.

Para afastar o risco de uma complicação, como um rompimento do baço, os médicos aconselham que você dê um tempo na atividade física e na balada no período de recuperação. O que acontece, na maioria dos casos, é que a pessoa não repousa o tempo necessário e acaba pegando outras doenças por causa da baixa resistência.

Para não pagar com a língua
 Há outros vírus e bactérias que pegam carona na saliva e se instalam no organismo. “Basta a imunidade estar um pouco abalada para várias doenças atacarem”, afirma Valter Moura Ferreira, especialista em traumatologia bucomaxilofacial, de São Paulo. Conheça algumas delas:

Herpes
A principal característica são as feridas ao redor dos lábios. Não tem cura. O vírus fica no organismo de todo mundo que teve contato, mas nem todos desenvolvem os sintomas.

Sífilis
Causada por bactéria, é considerada uma doença sexualmente transmissível. Contudo, em sua fase secundária, ela é altamente contagiosa através do beijo.

Cárie
A bactéria Streptococcus mutans pode passar de boca em boca e estragar os dentes. Mas, para isso, ela precisa encontrar um ambiente propício.

Viroses
Gripes, resfriados e até infecções intestinais podem ser passados pela saliva.

Fonte: Mdemulher.com


Tensão Pré-Menstrual: o “inferno” de todo mês

Ao falar de tensão pré-menstrual, a famosa “TPM”, lembro-me de uma lenda da mitologia grega. A deusa Prosérpina, filha da deusa Ceres, foi raptada por Plutão, o deus das trevas, que foi alvejado por uma flecha de Cupido e caiu de amores por ela. Foi levada para o mundo subterrâneo e impedida de voltar à superfície, tornando-se esposa de Plutão. Ceres, ao descobrir o rapto da filha, ficou furiosa e exigiu que a mesma fosse devolvida a ela. Plutão, por sua vez, não queria abrir mão de sua amada, porém concordou que Prosérpina retornasse à superfície com a condição de que passasse a metade do tempo com ele. Assim, a deusa foi libertada, mas durante 15 dias do mês descia ao mundo das trevas para rever seu marido.

Como Prosérpina, muitas mulheres passam metade do mês submergidas nas trevas, dominadas por sensações de tristeza, fadiga e irritabilidade. É a TPM que surge trazendo uma avalanche de sentimentos e reações negativas. Já na Antigüidade, Hipócrates descreveu um quadro no qual, determinadas mulheres, antes das regras, apresentavam pensamentos suicidas dentre outras manifestações graves.

Por definição, a TPM é caracterizada por um conjunto de sintomas que se iniciam na segunda fase do ciclo menstrual, isto é, 15 a 10 dias antes da menstruação, e que cessam completamente após o início desta. Acomete cerca de 80% das mulheres, porém apenas 8% sentem os sintomas de forma intensa, caracterizando o transtorno disfórico pré-menstrual.

Várias queixas são referidas, sendo as principais: tristeza, choro fácil, irritabilidade, compulsão por doces, diminuição do desejo sexual, distúrbios do sono, dor nas mamas e retenção hídrica. Esta fase torna-se um verdadeiro “inferno” na vida de muitas mulheres, gerando conflitos no trabalho e na vida pessoal.

Não se sabe ao certo a causa da TPM, a principal hipótese é a de que a queda dos níveis hormonais que ocorrem no final da segunda fase do ciclo menstrual levaria a um desequilíbrio no metabolismo da serotonina no cérebro. Este neurotransmissor é um dos responsáveis pela sensação de bem estar e sua diminuição explicaria as alterações de humor.

Existem várias formas de amenizar a TPM. A prática de atividades físicas neste período é recomendada, pois gera a liberação das endorfinas que aliviam a tensão. Na alimentação devem ser evitados alimentos gordurosos e excitantes como café, chocolate e álcool. O sal também deve ser diminuído já que piora o inchaço.

Na terapêutica, alguns compostos a base de vitamina B6, cálcio e magnésio podem ajudar, bem como a prescrição de alguns tipos de antidepressivos, que surgem como a grande novidade da medicina para o tratamento da TPM.

Saiba, no entanto, que o simples conhecimento do seu corpo e de suas reações é a principal arma contra esta fase difícil que muitas de nós vivenciamos todos os meses. Ao reconhecer os primeiros sintomas da TPM, procure se conscientizar que é só uma fase, vai passar. Comunique as pessoas mais íntimas e peça compreensão, converse. Busque formas de aliviar a tensão, faça uma massagem, tome um banho de banheira, deixe as crianças com sua mãe, vá ao cinema, ouça uma música suave… Permita-se relaxar.

Descer ao inferno todos os meses pode ser penoso, difícil… Mas nos deixa mais fortes, versáteis e nos permite desenvolver a habilidade de conviver e superar as adversidades que a vida inevitavelmente traz.

Dra. Carolina Carvalho Ambrogini - Médica ginecologista, obstetra e sexóloga.


Mudanças no corpo masculino relacionadas à testosterona

O efeito dos hormônios na personalidade das mulheres é bem conhecido, principalmente na fase da TPM. Mas, e os homens? Eles também são afetados pela produção hormonal? Sim, a testosterona, principal hormônio presente no organismo masculino, influencia o comportamento, o desempenho sexual e também algumas características físicas.

“É um hormônio muito importante para o funcionamento do corpo. Mesmo que esteja mais presente nos homens, ele também pode afetar o organismo feminino”, explica a endocrinologista e metabologista Vânia dos Santos, de UNESP.

Agressividade
De acordo com Pedro Saddi, a testosterona pode provocar uma maior agressividade masculina quando está em um nível suprafisiológico, ou seja, acima do normal. “Ela age diretamente no sistema nervoso. Quando há um excesso desse hormônio, o humor e o estado de espírito do homem mudam, mas é importante lembrar que essa agressividade não tem relação com violência. Portanto, não podemos culpar o hormônio por um ato violento”, afirma Pedro Saddi.

Nas mulheres, essa relação é menos intensa devido à menor quantidade de testosterona no organismo. Para o sexo feminino, os hormônios que aumentam o comportamento agressivo são o estrógeno e a progesterona, que normalmente atingem picos durante o período de ovulação.

Pelos
O crescimento de pelos em algumas áreas está diretamente ligado à produção de testosterona, tanto nos homens quanto nas mulheres. É a partir do momento que esse hormônio começa a ser produzido, por volta dos 12 anos de idade, que os pelos no rosto, tronco, nádegas, virilha e monte púbico começam a crescer nos homens. No entanto, alguns locais do corpo, como braços e pernas, não são afetados pela maior produção de testosterona. Por isso, os pelos que ali crescem são chamados de independentes.

O excesso de testosterona nas mulheres pode causar um aumento no crescimento de pelos nas áreas andrógenas, como rosto e no tórax, o que não é normal para o sexo feminino. “A maior produção de testosterona pelos óvulos e pelas glândulas adrenais causa nas mulheres o hirsutismo, que é o crescimento de pelos em locais anormais”, explica a especialista.

Essa alteração hormonal tem tratamento a partir de remédios, que controlam a produção de testosterona pelo ovário e pelas glândulas adrenais.

Sexo
A libido e o desempenho na hora do ato sexual também estão ligados à testosterona. “Indivíduos com baixa taxa desse hormônio têm menor libido e, consequentemente, pior desempenho sexual. Homens com essa característica também têm maiores chances de sofrer com infertilidade”, afirma Pedro Saddi. De acordo com o especialista, as alterações nos níveis de testosterona afetam a vida sexual de ambos os sexos. Além disso, se houver excesso desse hormônio nos homens, pode ocorrer um atrofiamento dos testículos e, nas mulheres, o aumento do clitóris, dois problemas que diminuem as chances de ter uma vida sexual ativa.


Artigo: Carnaval com responsabilidade sexual

O carnaval chega e a campanha oficial do Ministério da Saúde, focada no público jovem homossexual, mostra que o preconceito deve enfrentado e ser direto na mensagem do uso do preservativo para homens jovens que fazem sexo com homens porque há uma redução de 50% a 60% no uso da camisinha nas relações casuais que acontecem muito no carnaval.

A campanha também terá peças para o público heterossexual, mas os dados oficiais mostram que de 1998 a 2010, caiu em 20% o número de casos de HIV na população heterossexual de 15 a 24 anos, mas entre os homossexuais na mesma faixa etária houve aumento de 10,1%.

O Instituto Kaplan, especializado no estudo da sexualidade, que trabalha intensamente com metodologias de prevenção de DST/Aids e gravidez na adolescência, recebe muitas perguntas sobre preservativo, desde como colocar até sobre tipos comercializados. Em dezembro, durante o mês de prevenção da Aids, promovemos a exposição “Por dentro da camisinha”, que ensinou de modo interativo como colocar, qual a sensibilidade, textura e importância do preservativo como barreira às DST´s e gravidez.

É preciso informar que a infecção pelo HIV se dá pelo contato direto com o sangue, o sêmen e as secreções vaginais, e isto pode acontecer no sexo oral, mas principalmente, na relação vaginal e no sexo anal. O ânus e a vagina são órgãos muito vascularizados, revestidos por um tecido delgado chamado de mucosa. Na relação sexual, especialmente durante a penetração, o pênis provoca atrito na vagina ou no ânus, mesmo que a garota esteja lubrificada. Este atrito, por sua vez, causa micro-fissuras (aberturas muito pequeninas) nas paredes das mucosas, aumentando o risco de que o HIV presente no esperma entre na corrente sangüínea. Existem camisinhas de vários tipos e qualidades. Portanto, sempre haverá uma que se adéqüe ao seu parceiro.

Sexo é uma brincadeira de verdade. Quando a gente se machuca, a cicatriz fica para sempre. Nunca delegue o cuidado com o seu corpo. O corpo só tem um dono, e este é você. Quando você delega, o outro pode não priorizar os seus interesses, e principalmente sua saúde. Aproveite o carnaval com responsabilidade!

Maria Helena Vilela é educadora sexual e diretora do Instituto Kaplan


#sexo 
A camisinha estourou. E agora?

Sabe aquela dúvida sobre camisinha e relação sexual que você tem receio de perguntar até para seus amigos, seus pais ou seu médico? Selecionamos algumas perguntas e o Dr. Condom do Grupo Pela Vidda/SP, esclareceu as dúvidas. Confira:

Usar camisinha protege mesmo contra Aids e DSTs?
O uso correto, sistemático e consciente da camisinha em todas as relações sexuais contribui, de forma concreta, para a prevenção de enfermidades e da gravidez indesejada. Muitos estudos indicam que o preservativo é realmente eficaz na prevenção da aids e de outras doenças sexualmente transmissíveis. A garantia de segurança passa de 95%. Além disso, o látex é uma barreira excelente contra o vírus HIV. Quanto à possibilidade de o preservativo estourar durante o ato sexual, pesquisas sustentam que as taxas de rompimentos são inferiores a 1%, e que o fato dela “arrebentar” deve-se muito mais ao uso incorreto do que falha do produto em si.

Qual o melhor momento para colocar a camisinha?
O preservativo deve ser colocado desde o início da transa, ou seja, antes de acontecer a penetração. Isso é essencial porque, mesmo antes da ejaculação (quando o homem goza), existem alguns espermatozóides no líquido que sai do pênis. Esses espermatozóides, dentro da vagina, podem migrar e atingir um óvulo.

Para me sentir mais protegido, posso usar duas camisinhas?
Definitivamente não! Quem usa duas camisinhas não fica mais protegido. Duas camisinhas provocam atrito entre as duas camadas de látex (borracha) e podem aumentar o risco de rompimento. Uma camisinha dentro do prazo de validade e selo de controle do Inmetro, bem colocada, oferece boa proteção.

O que devo fazer para a camisinha não estourar?
É preciso ter cuidado na hora de abrir a embalagem. Nenhuma unha ou dente deve danificar o material. Além disso, nunca esqueça de tirar o ar que fica na ponta da camisinha. Em geral, não é normal que o preservativo arrebente. Se isso acontecer, o mais provável é que o casal não esteja colocando a camisinha da maneira correta. Preste atenção na marca da camisinha e o local onde ela está sendo guardada (deve estar protegida do sol e não dobrada).

A camisinha estourou. E agora?
Quando a camisinha é de boa qualidade for colocada de forma correta (sem deixar ar dentro dela) e retirada logo depois da ejaculação, as chances de ela furar ou vazar são muito pequenas. Para aumentar o poder de proteção das camisinhas, elas podem ser usadas junto com um gel espermicida. Toda vez que a camisinha estourar é importante interromper a relação, lavar a vagina e o pênis com água corrente e sabão e, só então, prosseguir a relação sexual com outra camisinha.

É também importante procurar o médico no dia seguinte. Ele é que vai decidir qual o melhor modo de fazer a anticoncepção de emergência se for necessária. Para a gravidez, há a alternativa da pílula do dia seguinte. Para as DSTs, existe a possibilidade de exames e tratamento. A garota deve checar com o parceiro se a saúde dele está em ordem e se ele se consulta regularmente com um médico.

Camisinha dá alergia?
Apenas 1% das pessoas tem alergia ao látex (borracha utilizada na fabricação das camisinhas). Outros 1% tem alergia às substâncias químicas (espermicidas e lubrificantes) que existem em alguns tipos de preservativos. Se você perceber qualquer alteração com o uso da camisinha, deve experimentar aquelas sem nenhum tipo de espermicida ou lubrificante.
Se essa técnica falhar, talvez seja bom mudar o material da camisinha. Existem preservativos feitos de um tipo de plástico (poliuretano), que são importados e podem ser comprados pela Internet ou em algumas sex-shops. A camisinha feminina, também feita de poliuretano, é outra alternativa.

Dá para usar camisinha feminina e masculina ao mesmo tempo?
É a mesma história de o garoto usar duas camisinhas. O atrito entre elas aumenta muito o risco de rasgar durante a transa. É muito mais seguro escolher uma só e ir em frente.

A camisinha feminina é tão boa quanto a masculina?
Sim. Se bem colocada, evita todas as doenças sexualmente transmissíveis e a gravidez. O grande problema é que ela ainda é pouco conhecida entre a maioria das mulheres. Além disso, custa mais caro. Ela pode ser muito útil se o parceiro não gostar de usar camisinha, já que seu uso depende apenas da garota.

As camisinhas coloridas, com música e com cheiro de frutas são tão seguras quanto as comuns?
Depende. O ideal é procurar o selo de institutos de certificação estrangeiros (ou do próprio Inmetro) e ler as instruções, para saber se o material do qual são feitas realmente protege.


#sexo